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A DESPOLUIÇÃO DO RIO PINHEIROS

O governo do estado de São Paulo, SABESP, CETESB, DAEE, EMAE e CPTM apresentaram alguns estudos para viabilizar a despoluição do Rio Pinheiros.
O Novo Rio Pinheiros, projeto coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado de São Paulo, é a aposta para oferecer aos paulistas um rio com menos poluição. Mas será que desta vez acontece?
História

 

No século passado, o Rio Pinheiro era destino de muitos paulistanos costumavam pescar, nadar e praticar remo. A transformação do rio começou na década de 1930, para aumentar a geração de energia elétrica na Usina Henry Borden. Algumas outras intervenções como a mudança de curso do rio transformaram num canal com pouca vazão de água, como também suas margens foram limitadas através da construção de rodovias expressas contribuíram para o agravamento da situação.
 
 
Desde a década de 1970 o Rio Pinheiros tenta diminuir sua poluição. Em 2001, a prefeitura testou um projeto de despoluição pelo sistema de flotação, que consistia em injetar produtos químicos e oxigênio na água. Assim, a sujeira subiria para a superfície, formando um lodo que seria removido mecanicamente pelos técnicos. A intenção do governo era levar a água despoluída para a represa Billings, principal reservatório de água da cidade. O projeto teve investimento de R$ 160 milhões e foi cancelado em 2011 - o volume de sujeira era grande demais para ser retirado e, mesmo com a remoção, a água continuava contaminada com outros resíduos, como nitrogênio, amônia e fósforo. Em 2013, a prefeitura criou um edital para receber possíveis propostas de empresas para a recuperação do Rio Pinheiros. A prioridade do governo estadual é diminuir o mal cheiro do rio provocado pelo gás sulfídrico, o que afeta a saúde pública e pode ser perigoso para as margens, já que o gás também possui propriedade explosivas.
Exemplos de sucesso

 

A cidade de Londres, na Inglaterra, conseguiu revitalizar o rio Tâmisa, considerado o mais sujo de Europa no século 19. Os ingleses instalaram uma eficiente estação de tratamento que removeu quase 100% do esgado jogado no rio. Hoje, o local é um importante ponto de lazer da cidade. O rio Neiva, em Portugal, e o rio Sena, em Paris, na França também são exemplos de rios que eram poluídos e foram recuperados com sucesso.
Situação atual

 

Atualmente, grande parte da água do rio é composta por esgoto. Sua bacia hidrográfica recebe efluentes líquidos de 290 indústrias e 500 mil residências da região metropolitana da São Paulo. Com isso, o rio é considerado biologicamente morto, pois sua vida aquática é praticamente zero.
 
A qualidade da água é considerada pésima e apenas organismos que não precisam de oxigênio conseguem sobreviver ali. Os poluentes na água estimularam o processo de eutrofização, quando a quantidade de minerais (como fosfato e nitrato) induz à multiplicação de microrganismos, como algas e bactérias decompositoras, que se alimentam de matéria orgânica e reduzem o teor de oxigênio dissolvido. Em excesso, esses microrganismos também podem deixar a água turva, dificultando a entrada da luz e a fotossíntese das plantas. O resultado é a redução do oxigênio na água. Sem oxigênio dissolvido, os peixes e seres aeróbicos morrem e o número de bactérias anaeróbias (que vivem na ausência de ar) se eleva.
 
A qualidade de uma água pode ser medida por aspectos físicos como a alteração na cor, a presena de sólidos, a temperatura e turbidez. Variáveis biológicas, como o conjunto de organismos vivos, toxicidade (efeitos tóxicos letais como pesticidas) e presença de coliformes fecais. Variáveis químicas, como alteração do índice de pH (potencial hidrogênico das águas), o índice de oxigênio dissolvido, a presença de nutrientes (nitrogênio e fósforo) e a concentração de metais pesados (cádmo, chumbo, cobre, mercúrio, entre outros).
Proposta

 

A nova proposta consiste em um ação coletiva e coordenada entre os diversos órgãos, atuando diretamente não somente na despoluição, mas também evitando que os pontos de emissão de esgoto seja corrigido para soluções mais responsáveis. As ações procuram focar coleta, afastamento e tratamento do esgoto das sub-bacias, e intevenções diretas em córregos.
 
A estratégia consiste em atuação ampla sobre um raio de aproximadamente 23 km ou 271 km2, na Bacia do Pinheiros, que contempla diversos outros rios que contribuem para a poluição do Pinheiros. Nesta área, concentram-se 3,3 milhões de pessoas, sendo que 1,45 milhões de unidades estão interligadas, gerando 7.400 l/s de esgoto. Deste total, apenas 6.700 l/s de esgoto são coletados e 4.600 l/s de esgoto é tratada. Portanto, há um desafio de se encaminhar 2.800 l/s de esgoto para coleta e tratamento, como parte das ações de despoluição.
 
Dentre as ações coordenadas sugeridas, destacam-se:
 
• Saneamento: coleta, afastamento e tratamento de esgotos - SABESP e PMs
• Gestão ambiental: controle e fiscalização de fontes de poluição industrial e de áreas de preservação ambiental - CETESB
• Gestão de recursos hídricos: limpeza e dessareamento de rios e córregos - DAEE, EMAE (Pinheiros) e PMs e limpeza de galerias de águas pluviais - PMs
• Controle de resíduos sólidos (coleta de lixo, varrição de ruas) - PMs
• Intervenções diretas em córregos (tratamento localizado)
• Controle do uso e ocupação do solo - PMs
• Urbanização de fundos de vales ocupados - PMs (ações conjuntas para viabilizar a implantação do sistema de esgotamento)
• Conscientização socioambiental e envolvimento da sociedade
 
O governo considerou o loteamento da bacia do rio em 14 áreas de tratamento, que entrarãm em licitação para que empresas privadas possam atuar para a despoluição com tecnologias e gestão inteligente, que serão pagas por performance.
Tecnologias disponíveis

 

O governo está apostando em algumas medidas como a aceleração das conexões dos pontos irregulares através de obras locais e, nas áreas irregulares que obras sejam impossibilitadas, que sejam instaladas estações de tratamento compactas para tratamento local.

 

É importante que atue em todos os agentes poluidores na cadeia, com medidas para frear o despejo do esgoto na bacia, destinação correta do esgoto e tratamento para reutilização da água e a despoluição do rio em si. Há diversas tecnologias já testadas mundialmente e algumas delas já podem ser encontradas no Brasil, sendo que a maioria delas a ATME | Eco Solutions já ofere:
Estação compacta de tratamento de efluentes

 

Estações de tratamento de água para consumo humano e tratamento de esgoto, tornando-a apta para reuso ou descarte de acordo com legislação vigente. Tratamento físico-químico, biológico, membranas de Microfiltração, Ultrafiltração, Osmose reversa e MBBR. Avaliamos a demanda e indicamos a melhor tecnologia sob medida para nossos clientes.
Analisador multiparâmetro de efluentes

 

Solução completa que através de hardware e software identificam eventos em tempo real, e responde pro ativamente. O sistema monitora, cria dados em tempo real, compara com os padrões anteriores e, caso tenha alguma inconsistência, notifica automaticamente quem é o agente poluidor e coleta uma amostra do efluente para posterior análise em laboratório.
Analisador multiparâmetro de água

 

Solução ideal para avaliar em zonas de difícil acesso a qualidade da água por até 7 parâmetros: colorimétrica, pH, temperatura, ORP, condutividade e turbidez. Resulta na redução de custos ao eliminar a necessidade de aquisição de múltiplos analisadores.
Fitorremediação

 

Processo que utiliza as plantas como agentes de purificação de ambientes aquáticos ou terrestres, contaminados ou poluídos pelo depósito de substâncias inorgânicas como elementos químicos e dejetos de minério. Um método eficaz que ajuda a melhorar a qualidade de vida do planeta.

Fonte: SABESP / UOL