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DICAS PARA AVALIAR O CONSUMO DE ENERGIA DE FÁBRICAS

O setor que mais consome energia no mundo é o industrial. E otimizar os recursos de energia poderá representar alguns milhões em economia para o caixa, como também para o meio-ambiente.
A cada ano que passa, as indústrias vão se modernizando, novos equipamentos e máquinas vão sendo implantadas, e consequentemente o consumo de energia vai aumentando. Até aí tira-se a conclusão de que a automatização trará ganhos mais que efetivos no final da cadeia de produção, porém o que muitos gestores acabam não verificando é o aumento de consumo de energia e da conta de luz das indústrias. Será mesmo que no final das contas a atualização da produção vale a pena quando compara-se o consumo versus produção? 
 
O grande gargalo para esta avaliação é a falta de informação sobre o consumo exato sobre cada área, ou até mesmo cada máquina. Um serviço de gestão de energia pode auxiliar na mensuração dos gastos. Dessa forma, será possível ter um valor preciso sobre quanto fluxo energético é consumido em cada um dos setores da empresa. A partir desse conhecimento, é possível elaborar estratégias para tornar cada ambiente mais eficiente, mantendo o nível de produção.
 
Listamos abaixo algumas dicas e passos que irão ajudar você a melhor avaliar o consumo e atuar diretamente para impactar nas suas contas.
 

 

DIAGNÓSTICO
 
A maioria das indústrias recebe a conta da concessionária e faz uma média de consumo para a indústria inteira para entender se gastou mais ou menos. Porém, desta forma, não é possível identificar eventuais máquinas roubadoras de energia. Manutenção a desejar, operação não-eficente ou falta de políticas de evitar desperdício contribuem também para agravar a situação. Para isso, é necessário que se use sensores de montiramento no setor/equipamento desejado, a fim de entender não somente a quantidade de energia consumida em particular, mas também entender o comportamento de consumo. Um medidor e um sistema de gerenciamento de energia interno ajuda a acompanhar a demanda em kWh e o fator de potência em tempo real.
 

 

CÁLCULO DE KWH

 

Com base nas resoluções homologatórias da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), também há como se fazer uma pré-avaliação do consumo e quanto se pagar por kWh. Através desta tabela, é possível acessar mais de 70 distribuidoras de energia em todo o país. Ou seja, é possível saber o valor que cada distribuidora cobra de indústrias, comércios, residências etc.

 

Porém, para ser mais preciso, deve-se calcular a parcela da TE (tarifa de energia que reverte os custos de geração) — valores de todos os empreendimentos de geração que fornecem energia para as unidades consumidoras — e soma com o TUSD (custos referentes à transmissão e à distribuição da energia). Somando esses custos com todos os impostos, tem-se o valor total pago por kWh.
 
As resoluções da Aneel apresentam todos os impostos embutidos na energia elétrica: o ICMS (varia de Estado para Estado), o PIS e o Cofins, e elas estão diretamentes envolvidas no valor final.
 
A soma para chegar-se ao valor exato segue a seguinte conta:
Pega-se o valor que tem na resolução (TE + TUSD) e dividir por 1000;
Soma-se o valor dos impostos (ICMS, PIS e Cofins).

 
Pegando-se o exemplo de uma indústria em São Paulo, soma-se a TE + TUSD que está na resolução da Aneel (0,50 por kWh para o estado paulista) e divide por 1000. depois, acrescenta o ICMS do Estado (18%), o PIS e o Cofins (aproximadamente 6% cada). Esse cálculo mostra o valor exato pago por kWh.
 

 

AVALIAÇÃO DE HIPÓTESES

 

Com as informações do diagnóstico e também do valor do kWh, é hora de entender quem são os grandes vilões de sua conta. Nesta hora, há diversas hipóteses que podem ser levadas em conta: maquinário intermitente, equipamento sem manutenção, tempo de produção inconsistente com o kWh utilizado por aquele equipamento, falta de controle de produção, sistema de refrigeração ineficiente, utilização de caldeiras e resfriamento sem controle, entre outros. Por isso, é importante, como mencionado anteriormente, fazer uma medição ponto-a-ponto e, se possível, comparando máquinas semelhantes com outros pontos, para entender qual maquinário está sendo ineficiente. Há casos em que identifica-se equipamentos trabalhando para cobrir ineficiências de outros, ou que a simples manutenção dos existentes poderia evitar a compra de um novo equipamento.

 

 

SOLUCIONANDO E REAVALIANDO

 

Depois que são formuladas as hipóteses, é hora de colocar o plano em prática. É necessário avaliar se é necessário a parada da produção e quanto isto custará para a indústria. A não-solução permitirá quanto tempo de vida de funcionamento para o maquinário? Vale a pena parar e reparar ou produzir e arcar com os custos aumentados da ineficiência? Tiradas as diversas dúvidas, é implantar e, logicamente, reavaliar a soluções do antes x depois. Na maioria dos casos, quanto implementado um plano estratégico e de ação bem definidos, os ganhos são superiores, levando à redução do consumo de energia, e aumentando o respeito da empresa pelo meio-ambiente.
 
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